sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Simbólico da Doença

As doenças parecem ter início no espírito e se manifestam através de sintomas, que funcionam como símbolos e portanto, devem ser compreendidos e interpretados. Os sintomas funcionam como símbolos ou mensagens do nosso inconsciente, que também devem ser interpretados. Assim sendo, os sintomas e as doenças podem surgir em qualquer lugar do corpo ou em qualquer aspecto do ser humano, seja físico, psíquico, emocional ou espiritual.
A Medicina hoje além de fragmentar o Ser Humano em especialidades, na maioria das vezes não consegue correlacionar as doenças, bem como tratar o indivíduo como um todo. Se quisermos buscar a cura, precisamos buscar a origem da doença.
Dispomos de um instrumento valioso que é a Psicoterapia. O tratamento Clínico medicamentoso e Cirúrgico elimina os sintomas, “curando” a doença ou sua causa aparente. A Psicoterapia busca a origem dos sintomas, geralmente a nível da personalidade. Porém, além da personalidade está o Self, também chamado de Eu Superior, Eu Verdadeiro, Essência Divina. O Self é portanto, nossa ligação com Deus. Quando nascemos perdemos essa ligação e dessa forma “esquecemos” o propósito ou nossa missão. A que viemos? Ficamos confusos e perdidos. Além do trauma do nascimento, outros traumas tais como da gestação (rejeição), amamentação, fases do desenvolvimento da personalidade, infância, adolescência, fase adulta, meio ambiente hostil e violento, etc, tudo vai contribuindo para reforçar o distanciamento com o Self e consequentemente com Deus. Quanto mais distanciados de Deus estamos, mais distanciados de nós mesmos estaremos, e mais distantes no nosso propósito de vida também estaremos. Consequentemente, mais doentes e mais suscetíveis à doenças também estaremos. Do ponto de vista de nossa personalidade, o sentimento que mais nos adoece é o sentimento de culpa, por fazer parte da base de nossa personalidade.
A criança aprende desde cedo que não pode sentir raiva dos pais e isso a faz sentir-se culpada. O medo do castigo funciona como um instrumento de repressão a serviço da civilização e de nossa cultura. A culpa por sua vez gera o desejo de auto-punição, que por sua vez gera doença, cujos sintomas surgem nos pontos frágeis. Portanto, a raiva reprimida e a culpa são o combustível que alimentam nossas doenças.
Devemos assumir a responsabilidade por criarmos nossas doenças e por nossas curas.

Para se perguntar...
Quando adoecemos devemos nos perguntar O que estes sintomas ou esta doença quer me dizer? Se tiver mais de uma doença, procure relacionar os sintomas ou as doenças. Faça uma retrospectiva das doenças que você teve desde a infância. O que elas têm em comum? Como foi sua gestação. Você foi desejado? Houve tentativa de aborto? Como foi o parto? Você foi amamentado? Seus pais se separaram. Você tinha que idade? Lembra-se como você se sentiu? Quando criança, você expressava raiva? Como os adultos reagiam? Se você ganhou um irmão ou irmã, como você ou ele(a) reagiu. E seus pais? Houve preferência ou superproteção? Você sentia ciúmes ou raiva? Na infância,adolescência ou fase adulta, você sofreu algum tipo de violência ou situação traumática.

Para refletir....
Estas perguntas e reflexões levam-nos na maioria das vezes e bem depressa ao tema central da doença. O que o sintoma me impede de fazer? A que me obriga esse sintoma? Para pensar... Analise com precisão em que momento surgiu o sintoma. Tente lembrar-se de sua situação na vida, de seus pensamentos, fantasias e sonhos, dos acontecimentos e das notícias que recebeu.

Retiro Cura e Fé – Dr. Overlack